O fotoenvelhecimento surge nas áreas expostas devido à ação dos raios ultravioleta que, somado ao envelhecimento natural da pele, faz com que esta se altere prematuramente, parecendo uma pele com idade superior à da idade cronológica.

A foto que você vê abaixo mostra uma pele bastante envelhecida no dorso da mão e uma pele de aspecto jovem no abdômen. Parece que a pele de pessoas diferentes, mas é a mesma pessoa. Trata-se de uma senhora cujo abdômen esteve sempre protegido do sol pelas roupas. Seus braços, no entanto, sofreram a ação do sol durante o seu dia a dia, pois sempre usou roupas de mangas curtas.

Imagem: daniborgesfisio.blogspot.com

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O dano causado pelo sol vai depender de vários fatores, entre os quais: tipo de pele, freqüência e duração da exposição solar no decorrer da vida, predisposição individual e uso de alguns medicamentos, e também maus hábitos como: fumar, má alimentação e beber poucos líquidos diariamente também fazem com que a pele sofra ainda mais as agressões externas.

Temos ainda que ter em consideração que, com a diminuição da camada de ozônio, há um significativo aumento da intensidade da radiação ultravioleta. Por outro lado, não podemos esquecer que o sol é fonte de vida e que precisamos das radiações solares para a calcificação dos ossos, isto é, prevenção da osteoporose, para regular o ciclo de sono, e parte do nosso humor e para a formação da vitamina D.

Uma proteção solar eficaz está associada a determinadas medidas que devem ser tomadas em conjunto, e ser postas em prática todo o ano, pois mesmo no Inverno ou em dias nublados os raios UV causam danos na pele.

O ideal é evitar o sol direto, principalmente nos horários mais “perigosos” (entre 10 e 16 horas), usar roupas fotoprotetoras (inclusive chapéu e óculos de sol de qualidade) e usar protetor solar, aplicado de forma homogênea, de modo a cobrir todas as áreas expostas, em dupla camada, no mínimo 15 minutos antes da exposição e reaplicados de 3 em 3 horas, ou mais freqüentemente em caso de transpiração excessiva ou exposição à água.

O fator de proteção adequado deve ser sempre orientado por um médico especialista, pois nem sempre o fator mais alto é o mais indicado e pode inclusive causar hipersensibilidade à pele. Os cuidados podem parecer excessivos, e requererem mudanças de hábitos, que a maioria das pessoas não pretende seguir, mas é preciso não esquecer que o uso do protetor solar requer disciplina e não oferece proteção total contra o câncer de pele e o envelhecimento precoce.

Lembre-se: lâmpadas de bronzeado artificial não são mais seguras que a exposição solar. A presença de manchas escuras ou claras, sardas, rugas, flacidez, pele ressequida e alteração da textura e elasticidade da pele podem significar fotoenvelhecimento.

Algumas alterações como “casquinhas” e “asperezas” devem ser avaliadas e tratadas, não por motivo estético, mas como prevenção do câncer de pele. Para identificar, tratar alterações e melhorar o aspecto da pele é importante que a pessoa seja aconselhada por um médico especialista e utilize produtos específicos.

Em associação, as manchas podem ser corrigidas com peelings, máscaras apropriadas ou laser, algumas vezes utilizados em conjunto. Os peelings também são excelentes para melhorar rugas finas e melhorar o aspecto da pele ao estimular sua renovação. A luz pulsada estimula o colágeno tratando a flacidez em fase inicial e pode ser utilizada com sucesso em algumas manchas.

Karla Accordi – Fisioterapeuta Dermato-Funcional